A popularização de ferramentas de IA gera expectativas em torno das transformações trazidas pela novidade na vida das pessoas e das empresas. O mercado segurador também passará por mudanças que já estão em curso.
Depois da chegada do Chat GPT e do anúncio de lançamento de novas ferramentas de inteligência artificial (IA), como o Bard, do Google, crescem o entusiasmo e, ao mesmo tempo, as preocupações em torno do impacto dessa tecnologia sobre a economia, na operação das empresas e na vida das pessoas. O setor de seguros não é exceção, e a IA está alterando drasticamente a forma como as companhias de seguros operam e interagem com seus clientes, pois pode ser usada em todas as etapas da cadeia de valor de seguros, desde a subscrição até a liquidação de sinistros.
Isso significa que as empresas de seguros podem usar a tecnologia para melhorar a eficiência, reduzir custos e fornecer um melhor serviço ao segurado. Mas, afinal, o que é a inteligência artificial e qual o motivo de toda a repercussão em torno de sua popularização? Em linhas gerais, a inteligência artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se concentra em criar sistemas que podem aprender e realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana.
Em outras palavras, a IA envolve o desenvolvimento de algoritmos e modelos de aprendizado de máquina que permitem que os computadores processem informações e tomem decisões com base nesses dados. A IA é usada por empresas de uma ampla gama de setores, incluindo saúde, finanças, manufatura e transporte, para melhorar a eficiência, reduzir custos e fornecer um melhor serviço ao cliente. No entanto, a adoção da inteligência artificial também apresenta desafios, como a necessidade de grandes quantidades de dados para treinar modelos de aprendizado de máquina e a obrigação de garantir a segurança e a privacidade dos dados dos clientes.
Transformações no setor de seguros
Uma das áreas em que a IA pode ter um grande impacto, quando se fala da operação das seguradoras, é na subscrição de riscos. Afinal, a inteligência artificial pode ser usada para analisar grandes quantidades de dados. Com isso, permite avaliar o risco de oferecer seguro a um determinado nicho, por exemplo. Isso pode ajudar as empresas de seguros a identificar melhor os riscos e definir preços mais precisos para as apólices.
Outra área em que a IA pode ser usada é na prevenção de sinistros. A tecnologia pode ser usada para analisar dados de sensores, como dispositivos instalados em carros, para identificar riscos de sinistros e alertar os motoristas sobre como evitá-los. Isso pode reduzir o número de sinistros e, por sua vez, diminuir os custos para as empresas de seguros, com impacto sobre o preço das apólices.
A IA também pode ser usada para facilitar o pagamento de indenizações, pois pode acelerar o processo de análise dos dados e de determinação do valor da indenização com base em fatores como a extensão dos danos, o valor dos bens danificados e a localização geográfica do sinistro. Isso pode acelerar a chamada regulação de sinistros e melhorar a experiência do cliente.
No entanto, a adoção da IA no setor de seguros também apresenta desafios. A IA é uma tecnologia complexa e cara que requer uma grande quantidade de dados para funcionar corretamente. Isso pode ser um obstáculo para as empresas de seguros que têm acesso limitado a dados de clientes.
Além disso, a IA pode apresentar riscos de privacidade e segurança de dados. As companhias seguradoras precisam garantir que estão protegendo adequadamente os dados de seus clientes e que estão cumprindo todas as leis e regulamentos aplicáveis.